Néctar algum em meu cálice de pedra
E ainda a sede de Saavedra
Em meu âmago se engendra...
Jardim nenhum à penumbra de minha réstia
Nada me basta ou completa
Dentro do escasso que resta...
E ainda o pensamento pulsando na testa...
E ainda o delírio dos positivistas
Rangendo em meus tímpanos,
Embaçando-me as vistas...
Talvez eu morra e permaneça no ar...
Talvez eu sopre melhor em espírito
Já que, por toda a vida, fui sempre onírico...
Fábio Mello

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