Soneto Quebrado às Avessas  escrito em segunda 29 setembro 2008 00:20

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Néctar algum em meu cálice de pedra

E ainda a sede de Saavedra

Em meu âmago se engendra...

 

Jardim nenhum à penumbra de minha réstia

Nada me basta ou completa

Dentro do escasso que resta...

 

E ainda o pensamento pulsando na testa...

E ainda o delírio dos positivistas

Rangendo em meus tímpanos,

Embaçando-me as vistas...

 

Talvez eu morra e permaneça no ar...

Talvez eu sopre melhor em espírito

Já que, por toda a vida, fui sempre onírico...

Fábio Mello

 

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Todos os comentários desse artigo:
Soneto Quebrado às Avessas

  • Ligia loucomelo

    Qua 12 Nov 2008 12:15

    oi maninho,este blog está show de boola,sempre soube que vc é especial...escreve muuitooo,parabéns,sou sua irmã e sua fã,não esqueça dos livros q me prometeu,hein?beijão...fiq com DEUS!

  • Deborah

    Seg 06 Out 2008 17:04

    que barato! gostei muito do teu tema.
    coincidentemente eu tb tenho um soneto às avessas!!
    um abraço contemporâneo
    Deborah

  • Ortega

    Seg 29 Set 2008 03:07

    Ser poeta é ser onírico , meu caro ! Acho mesmo que não somos e nunca seremos reais . Este poema emocionou - me profundamente . Beijos .