...  escrito em segunda 03 novembro 2008 23:34

“As fadinhas da minha rua sonham com varas encantadas, as quais, rijas diuturnamente, realizem suas fantasias mais profundamente clitóricas.”

Fábio Mello

 

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Meu Amigo Ferreira Gullar  escrito em sábado 01 novembro 2008 22:10

Meu estimado amigo Ferreira Gullar, constatada a imutabilidade das pedras, concordemos que nossa tão essencial poesia – a minha muito mais que a tua –, concordemos que a poesia não carece de monumentos, bustos eretos ou penas broxadas (como a tua se me afigura). De pedra basta Drummond, o bom velhinho da “porcarítica"  literária nacional.

Prestimoso Ferreira, faça-nos o favor, a nós, poetas, de ser menos persistente – tua pétrea obstinação de vida cansa, aborrece, enfarada aos que te querem presunto, como eu. Ferreira... mate-se o quanto antes!!!

 

 

Fábio Mello, 02 de novembro de 2008,

Dia dos Mortos (nem todos merecem ser lembrados).

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Da razão quimerista  escrito em quinta 30 outubro 2008 23:40

A Quimeritude, ao contrário do que se pense, não é uma literatura marginal ou alternativa – como é de costume se ouvir da “crítica especializada”. Sua condição é a de núcleo, epicentro de um organismo genuína e desesperadamente poético. Erra, ainda, quem a aponte como movimento underground ou vanguarda literária. Pois é justo que saibam: a Quimeritude é o estado primevo da poesia, seu gene e dissolução. O quimerista é aquele cuja mente, hipertrofiada, se lança solta em sombrios cosmopolitismos cabais. A razão quimerista está envergada à construção do impossível. Que tenha ferro no cérebro e chumbo n’alma o que dela se servir.

 

Fábio Mello

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Soneto Quebrado às Avessas  escrito em segunda 29 setembro 2008 00:20

Néctar algum em meu cálice de pedra

E ainda a sede de Saavedra

Em meu âmago se engendra...

 

Jardim nenhum à penumbra de minha réstia

Nada me basta ou completa

Dentro do escasso que resta...

 

E ainda o pensamento pulsando na testa...

E ainda o delírio dos positivistas

Rangendo em meus tímpanos,

Embaçando-me as vistas...

 

Talvez eu morra e permaneça no ar...

Talvez eu sopre melhor em espírito

Já que, por toda a vida, fui sempre onírico...

Fábio Mello

 

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Eu, Tabaco  escrito em domingo 28 setembro 2008 04:07

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