Meu estimado amigo Ferreira Gullar, constatada a imutabilidade das pedras, concordemos que nossa tão essencial poesia – a minha muito mais que a tua –, concordemos que a poesia não carece de monumentos, bustos eretos ou penas broxadas (como a tua se me afigura). De pedra já basta Drummond, o bom velhinho da “porcarítica" literária nacional.
Prestimoso Ferreira, faça-nos o favor, a nós, poetas, de ser menos persistente – tua pétrea obstinação de vida cansa, aborrece, enfarada aos que te querem presunto, como eu. Ferreira... mate-se o quanto antes!!!
Fábio Mello, 02 de novembro de 2008,
Dia dos Mortos (nem todos merecem ser lembrados).
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